ETF's

O que são ETF's?

Exchange Traded Funds é o nome completo dos ETFs, também conhecidos como “fundos de índices”. Eles são fundos que replicam a composição de índices financeiros – como o Ibovespa ou o IBrX – e têm as cotas negociadas no pregão da bolsa, como as ações. Seu objetivo é oferecer aos investidores uma alternativa para investir em carteiras praticamente idênticas às principais referências do mercado.

Uma das suas principais vantagens é a praticidade. Isso porque um ETF permite ao investidor apostar em várias ações de uma vez sem precisa comprar papel a papel. A segunda é o custo. As taxas de administração dos fundos de índices costumam ser bem menores do que as cobradas nos fundos de ações em geral, mesmo no caso dos passivos. Nos ETFs negociados no pregão da B3, elas variam entre 0,05% e 0,69% ao ano.

Tipos de ETF's

No mercado global de ETFs, há uma variedade grande de tipos diferentes de ETF. São muito conhecidos os fundos de índices de ações, e só nesse grupo já existem muitas opções: ETFs de índices amplos, segmentados, setoriais, nacionais ou internacionais. Mas há também fundos de outros tipos de índices, como ETFs de moedas, de commodities ou de papéis de renda fixa.

Rentabilidade

O objetivo de um gestor de ETFs sempre é manter a carteira o mais próximo possível da composição do seu índice de referência. Por consequência, a rentabilidade de um fundo de índice bem sucedido nessa tarefa será a mesma (ou quase a mesma) apresentada pelo indicador.

Pense em um ETF referenciado no Ibovespa. Se em um determinado período o índice subir 10%, o que se espera é que o ETF apresente uma rentabilidade muito perto disso. Em contrapartida, se o Ibovespa recuar 10% no período seguinte, o mesmo deverá acontecer com o fundo de índice: sua rentabilidade também será negativa.

Podem haver pequenas variações na rentabilidade do ETF, em relação à oscilação do seu índice de referência. Isso acontece por algumas razões. A primeira é a taxa de administração. Embora seja considerada baixa, ela abocanha uma pequena parte do retorno do fundo.

A segunda diz respeito às operações em si feitas no ETF. O gestor, em certos momentos, pode ter dificuldade para replicar exatamente a composição do índice de referência, por razões variadas – seja por uma redução da liquidez dos papéis que deveria ter na carteira, seja por conta de variações abruptas do mercado. Com isso, a rentabilidade do ETF pode acabar ficando ligeiramente diferente do indicador. Em geral, no entanto, esses descolamentos são pequenos e momentâneos.

Custos e tributação

Os custos de negociar ETFs são semelhantes aos que existem para c

A primeira diferença está na cobrança de taxa de administração que é paga ao gestor do ETF. Essa taxa remunera o trabalho realizado pelo gestor, que é o responsável por definir que papéis serão comprados ou vendidos, quando e em que quantidade. Para quem já investe em fundos tradicionais, não é um custo desconhecido. A diferença é que a taxa de administração dos ETFs costuma ser bem menor do que a do mercado em geral.

Os ETFs estão sujeitos ainda à incidência de Imposto de Ren omprar e vender ações na bolsa de valores. É preciso pagar uma taxa de corretagem para a corretora que intermediar a operação e, além disso, algumas taxas de negociação à B3 (conhecidas como emolumentos). Até aqui, nada de novo em relação à renda variável de maneira geral.

A primeira diferença está na cobrança de taxa de administração que é paga ao gestor do ETF. Essa taxa remunera o trabalho realizado pelo gestor, que é o responsável por definir que papéis serão comprados ou vendidos, quando e em que quantidade. Para quem já investe em fundos tradicionais, não é um custo desconhecido. A diferença é que a taxa de administração dos ETFs costuma ser bem menor do que a do mercado em geral.

Os ETFs estão sujeitos ainda à incidência de Imposto de Renda. A alíquota é a mesma aplicada sobre o mercado de ações em geral: 15% sobre os ganhos. A diferença é que, no caso dos ETFs, não há isenção de IR para quem realiza vendas na bolsa de valores em valor até R$ 20 mil mensais. Esse é um benefício disponível apenas para quem negocia ações diretamente.

Um detalhe: embora os ETFs sejam fundos, o recolhimento do Imposto de Renda no caso dos produtos de renda variável não acontece na fonte. É responsabilidade do investidor calcular o valor do tributo devido em caso de ganhos no momento da venda das cotas e realizar o pagamento por meio de um Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Já nos ETFs de renda fixa, o imposto de 15% é retido na fonte, com recolhimento pela corretora intermediadora.

Principais diferenças entre ETF's e fundos de investimentos

Uma diferença importante entre os ETFs e os fundos de investimento tradicionais está na gestão. Embora existam fundos tradicionais com gestão passiva, muitos deles têm gestão ativa. Significa que os seus gestores estão sempre procurando as melhores oportunidades de aplicação para obter retorno acima do seu índice de referência, seguindo a política de investimento estabelecida pelo seu regulamento.

Já um ETF sempre tem gestão passiva – ou seja, os gestores sempre se preocupam apenas em replicar a composição e o desempenho de um índice de referência. Farão isso mesmo que, em algum momento, acreditem que outros papéis (que não os incluídos no índice) sejam opções com melhores perspectivas de retorno. Isso porque a finalidade de um ETF é justamente oferecer aos investidores uma forma de acompanhar o retorno dos indicadores, seja ele positivo ou negativo.

Também é diferente a maneira de realizar o investimento em si. Os fundos tradicionais são comprados diretamente das prateleiras de produtos disponíveis nas corretoras de valores e dos bancos. Já os ETFs são negociados no pregão da bolsa de valores. É de lá que precisam ser adquiridos, também com a intermediação de uma corretora.

Outra diferença é a maneira de acompanhar o desempenho. As informações sobre a rentabilidade dos fundos tradicionais precisam ser fornecidas pelos seus administradores a entidades como a Anbima (Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). É lá que os investidores podem consultar esses dados, com alguns poucos dias de intervalo. Já no caso dos ETFs, o acompanhamento do valor das cotas pode ser feito em tempo real, apenas seguindo as cotações divulgadas ao longo do dia pela B3.

Vantagens de ter um ETF na carteira

Um ETF tem algumas características dos fundos de investimentos e outras dos ativos negociados na bolsa de valores. Ele proporciona algumas vantagens em relação a outras opções do mercado, que você pode conferir abaixo:

Simplicidade na negociação – Comprar e vender ETFs é tão simples quanto negociar uma ação individual na bolsa de valores. Paga-se uma taxa de corretagem em cada operação e acompanham-se as cotações por meio dos dados divulgados diariamente pela B3. O desempenho do ETF reflete a média da performance de todas as ações ou outros papéis incluídos nele, o que é uma mão na roda para quem não dispõe de muito tempo para montar e monitorar uma carteira de ações.

Diversificação dos investimentos – Um ETF oferece aos investidores a possibilidade de aplicar em muitos ativos de uma vez só, comprando apenas as cotas do fundo. Desta forma, o risco da carteira pode ser diluído mesmo que o recurso disponível para o investimento seja pequeno. É muito mais difícil e caro montar um portfólio diversificado e equilibrado ação por ação, do que fazer isso por meio das cotas de apenas um ETF.

Facilidade de balanceamento – Os índices de referência do mercado costumam ter a sua composição atualizada periodicamente. Quem quer manter uma carteira aderente a esses indicadores, precisa ajustar a participação de cada carteira conforme essas atualizações são realizadas. Já quem investe em ETFs não precisa se preocupar com isso. Os gestores fazem os ajustes necessários na carteira sempre que a composição dos índices de referência dos fundos é alterada. Os cotistas não precisam fazer nada para que isso aconteça.

Custo – A taxa de administração dos ETFs é bem menor que a de fundos de investimentos tradicionais. No caso dos fundos de índices negociados no pregão da B3, em maio de 2020, as taxas variam entre 0,05% a 0,69% ao ano. Isso é possível porque os ETFs têm uma política de investimento passiva, diretamente atrelada à composição de um indicador de mercado subjacente, o que reduz os custos operacionais relacionados à gestão.

Usos variados – Como os ETFs são valores mobiliários listados na bolsa de valores, eles podem ser usados pelos investidores como margem para realizar outras operações no pregão. Esse é o tipo de possibilidade que não existe com os fundos tradicionais.

A versatilidade dos ETFs permite que eles sejam usados também em operações de aluguel. Com os aluguéis (ou empréstimos, como também são chamados), investidores que compram os fundos de índices com o objetivo de mantê-los na carteira no longo prazo podem obter uma renda extra. Eles podem oferecer as suas cotas emprestadas a outros investidores, em troca de uma taxa de remuneração, para que eles realizem certos tipos de negociações no mercado.

Quem toma ETFs emprestados pode utilizá-los para realizar uma venda no mercado à vista ou até como margem de garantia para operações no mercado futuro, entre outras possibilidades.

Como adquirir ETF's?

Para investir em ETFs, o primeiro passo é ter conta em uma corretora. Como a negociação das cotas ocorre na bolsa de valores, é preciso contar com a intermediação de uma das mais de 80 casas que existem no mercado.

Na hora de escolher uma delas, é importante considerar aspectos como os custos de operação, a variedade de opções de investimentos, a qualidade da plataforma de negociação e o acesso a suporte para tirar dúvidas.

Como existe uma variedade de ETFs, que refletem diferentes tipos de indicadores do mercado, vale a pena dedicar algum tempo a estudar as perspectivas para cada um.

ETF's listados na B3

Código

Índice

FIXA11

Renda Fixa Standard & Poor’s (S&P) B3

IRFM11

Tesouro Direto

IB5M11

IMAB-5 vencimentos maiores de 5 anos

IMAB11

IMAB-5

B5P211

IMAB-5

BBOV11

IBOVESPA

BBSD11 

S&P Dividendos Brasil

BOVA11

IBOVESPA

BOVB11

IBOVESPA

BOVV11

IBOVESPA

BRAX11

IBrX-100

DIVO11

Índice Dividendos (IDIV)

ECOO11

Índice Carbono Eficiente (ICO2)

ESGB11

Índice S&P/B3 Brazil ESG

FIND11

Índice Financeiro (IFNC)

GOVE11

Índice de Governança Corporativa (IGCT)

ISUS11

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE)

IVVB11

S&P 500

MATB11

Índice de Materiais Básicos (IMAT)

PIBB11

IBrX-50

SMAC11

Índice Small Cap (SMLL)

SMAL11

Índice Small Cap (SMLL)

SPXI11

S&P500® Net Total Return (S&P500® TRN)

XBOV11

IBOVESPA

GOLD11

Preço do Ouro em dólar

XINA11

Índice MSCI China

XIFX11

IFIX

EURP11

Índice MSCI Europe

Tenha ajuda de um especialista na hora de investir

A escolha dos títulos que irão compor sua carteira devem refletir uma estratégia de investimento que se adeque ao seu planejamento financeiro, para isso deve se levar em consideração, liquidez, rentabilidade e segurança. Os títulos do Tesouro podem se encaixar nesta estratégia de acordo com estas características. Dentre eles há títulos pré-fixados e pós fixados.

Renda Variável

Investimentos Relacionados

As ações são a menor parte do capital social de uma empresa, ao adquirir uma ação um investidor se torna sócio da empresa tendo participação em seus lucros e prejuízos assim como direito a recebimento de dividendos.

Derivativos como o próprio nome diz, são contratos que tem a maior parte do seu valor derivada de um ativo como uma taxa ou um índice. Esse ativo pode ser físico como uma commoditie ou financeiro, como ações e juros.

Exchange Traded Funds é o nome completo dos ETFs, também conhecidos como “fundos de índices”. Eles são fundos que replicam a composição de índices financeiros – como o Ibovespa ou o IBrX – e têm as cotas negociadas no pregão da bolsa, como as ações. Seu objetivo é oferecer aos investidores uma alternativa para investir em carteiras praticamente idênticas às principais referências do mercado.

São uma das melhores formas de se investir em imóveis, são uma excelente fonte de renda passiva já que os dividendos são distribuídos mensalmente.

Conhecidos pela sigla BDR, os Brazilian Depositary Receipts são certificados que representam ações emitidas por empresas em outros países, mas que são negociados aqui, no pregão da B3. É como se fossem valores mobiliários lastreados em papéis de companhias estrangeiras.

Em linhas gerais, um DR – Depositary Receipt – é um certificado que representa ações de uma empresa. Ele é emitido no exterior por uma instituição depositária e negociado em países diferentes daquele de origem da companhia.

O investimento em câmbio envolve aplicações baseadas em moedas. Esse tipo de produto costuma ser considerado uma opção para diversificar a carteira e, principalmente, para proteger o patrimônio das oscilações da economia brasileira.

Outros Produtos

Ativos negociados em bolsa e que oferecem maior potencial de retorno e por tanto maior risco.

Fundos que fazem a gestão do capital dos cotistas e são uma ótima opção para quem quer investir e não tem conhecimento e tempo para acompanhar o mercado. 

Podem ser títulos do Governo, crédito privado e emissões bancárias. Parte importante na constituição de segurança para a carteira de investimentos.

São uma das melhores formas de se investir em imóveis, são uma excelente fonte de renda passiva já que os dividendos são distribuídos mensalmente.

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